Publicado por: wanderwildner | 1 Abril, 2008

Ipv6 – Internet Protocol version 6

Ipv6 – Internet Protocol version 6
FAUSTO DA ROSA LEVANDOSKI
MAURÍCIO WECKER
RICARDO SPECHT
RODRIGO KLEIN
THIAGO GUEDES PEREIRA
UNISINOS – Universidade do Vale dos Sinos
Tecnólogo em Segurança da Tecnologia da Informação
São Leopoldo/RS
farole@gmail.com
chuckzim@gmail.com
ricardospecht@gmail.com
rsklein@terra.com.br
thigp@terra.com.br

Resumo: Este artigo tem como objetivo introduzir conceitos sobre o IPv6. A popularização da rede mundial de computadores trouxe consigo um problema grave, que é a escassez de endereços IP´s disponíveis. Este fato foi devido ao grande desperdício de alocações IP’s e também o crescimento demasiado de usuários. Por volta de 1992, a Internet Engineering Task Force(IETF), se deu conta deste acontecimento e começou a trabalhar em algo chamado IP Next Generation (Ipng). Depois de diversas reuniões, o Ipv6 foi escolhido como a proposta final. O Ipv6 está descrito na RFC 2460[1].
Abstract: This paper has the objective to present you concepts about the Ipv6 technology. The popularization of the world wide web has brought some critical issues, like the depletation of IP addresses. This fact was given about the enormous waste of IP alocations and the large growth of Internet users. Around 1992, the Internet Engineering Task Force(IETF) realized about this problem and start to work in a solution called IP Next Generation(IPng). After several meetings, the Ipv6 proposal was taken as the final answer. The Ipv6 is desribed in RFC 2460[1].

2 – Características do Ipv6

Como já é de se supor, as mudanças no sistema de endereçamento é uma das mudanças mais importantes do IPv6. Como já dito, este passa a ser de 128 bits (contra os 32 bits do IPv4).
O endereço IP da versão 6 é composto por grupos de 16 bits em formato hexadecimal e separados por dois pontos (:).A notação representa endereços de 16 bytes. Eles são escritos sob a forma de oito grupos de quatro dígitos hexadecimais, separados por sinais de dois-pontos entro os grupos como no exemplo:

FACA:CAFE:0100:8000:DEDA:FECA:3548

Outras características que podemos citar são:

Autoconfiguração de endereço: Suporte para atribuição automática de endereços numa rede IPv6, podendo ser omitido o servidor de DHCP a que estamos habituados no IPv4.

Endereçamento hierárquico: Simplifica as tabelas de encaminhamento dos routers da rede, diminuindo assim a carga de processamento dos mesmos.

Formato do cabeçalho: Totalmente remodelados em relação ao Ipv4.O novo cabeçalho segue a seguinte divisão:

Os campos que constituem o cabeçalho IPv6 são:

- Version (4 bits) - Versão do IP utilizada.
- Priority (4 bits) - Prioridade do pacote.
- Flow label (20 bits) - Identifica, juntamente com os campos Source Address e Destination Address, o fluxo ao qual o pacote pertence.
- Payload Length (16 bits) – Tamanho, em octetos, do restante do pacote, após o cabeçalho.
- Next Header (8 bits) - Indica o tipo do possível cabeçalho de extensão que segue o cabeçalho IPv6. Caso não esteja se utilizando cabeçalho de extensão, este campo indica a qual protocolo de transporte o pacote deve ser repassado.
- Hop Limit (8 bits) - Número máximo de “saltos” que o pacote pode sofrer. O valor deste campo é decrementado a cada “saltos”. Quando seu valor chega a zero o pacote é descartado. Similar ao campo Time to live do IPv4.
- Source Address (128 bits) – Endereço do remetente.
- Destination Address (128 bits) – Endereço de destino.

Cabeçalhos de extensão: Opção para guardar informação adicional.

Hop-by-Hop options – informações diversas para os roteadores
Routing - rota completa ou parcial a ser seguida
Fragmentation – gerenciamento de fragmentos de datagramas
Authentication - verificação da identidade do transmissor
Encrypted security payload – informação sobre o conteúdo criptografado
Destination options – informação adicional para o destino.

Suporte a qualidade diferenciada: Aplicações de áudio e vídeo passam a estabelecer conexões apropriadas tendo em conta as suas exigências em termos de qualidade de serviço (QoS).

Capacidade de extensão: Permite adicionar novas especificações de forma simples.

Encriptação: Diversas extensões no IPv6 permitem, à partida, o suporte para opções de segurança como autenticação, integridade e confidencialidade dos dados.

Os tipos de endereçamento de endereçamentos também são uma novidade no IPv6 pois permitirão que um dispositivo tenha mais de um endereço ip assim sendo cada serviço tenha uma conexão exclusiva. Para o uso de mais de um ip num mesmo dispositivo foram criados os seguintes esquemas:

- Unicast: neste esquema, um determinado dispositivo pode ter mais de um endereço. Para tanto, tais endereços são divididos em grupos;
- Multicast: neste esquema, uma único dispositivo consegue identificar várias interfaces na rede, permitindo o envio individual de pacotes;
- Anycast: este tipo é uma variação do multicast, onde o endereço IP pode estar atribuído a mais de uma interface, ao invés de uma individual.

3 – Compatibilidade

O IPV6 oferece um recurso de compatibilidade com endereços IPV4, permitindo que se continue utilizando os mesmos endereços ao migrar para ele. Para configurar esta funcionalidade acrescenta-se “::FFFF:” seguido pelo endereço IPV4 usado atualmente, como em:

::192.168.2.12

4 – Conclusão

O IPv6 é um padrão que promete resolver os problemas de limitação da quantidades de endereços ip´s disponíveis. Ainda em teste, esse novo tipo de endereçamento deve começar a ser usado em alta escala dentro de alguns anos. Enquanto isso não ocorre, testes e aperfeiçoamentos são realizados. Adaptações nos sistemas operacionais e sistemas atuais serão necessárias, portanto, o IPv6 não substituirá o IPv4 de uma hora para outra.

5 – Referencias

http://www.rnp.br/ipv6/ipv6-sobre.html
http://www.tcpipguide.com/free/t_IPv6DatagramMainHeaderFormat.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/IPv6
http://www.faqs.org/rfcs/rfc2460.html
http://www.cisco.com/en/US/prod/collateral/iosswrel/ps6537/ps6553/prod_presentation0900aecd8057a249.pdf
http://www.cisco.com/en/US/prod/collateral/iosswrel/ps6537/ps6553/prod_presentation0900aecd80311dff.pdf

Publicado por: wanderwildner | 23 Fevereiro, 2008

O protocolo RIP.

Introdução

O protocolo RIP foi um dos primeiros protocolos IGP, muito utilizado pela sua simplicidade. Este protocolo se baseia basicamente em trocas de mensagem entre roteadores que utilizam o protocolo RIP, desta forma o roteador pode traçar sua rota até seu destino.

A RFC do protocolo RIP saiu em 1988 (RFC 1058).

Funcionamento

Este protocolo trabalha de maneira muito simples, basicamente ele troca informações sobre rotas conhecidas entre os demais roteadores da mesma rede que utilizam o mesmo protocolo, em intervalos regulares de tempo, que por padrão é 30 segundos. O protocolo trabalha com o a métrica distance-vector, ou seja, o protocolo sempre vai escolher a rota com menos holpes (saltos).

Desvantagens

O protocolo RIP anuncia sua tabela de roteamento a cada 30 segundos, mesmo que a tabela não tenha nenhuma alteração, o que gera trafego desnecessário na rede. Além disso, o protocolo RIP comporta, no máximo, informações sobre 25 rotas diferentes, ou seja, caso a rede fosse grande seria necessário varias trocas de mensagens entre dois roteadores para atualizar suas respectivas tabelas.

Outro ponto negativo para o protocolo é o fato que ele possui a contagem máxima de salto de 15 holpes (saltos), ou seja, se o destino está a 16 saltos ou mais este será considerado inalcançável.

Como já foi dito anteriormente, este protocolo trabalho com a métrica distance-vector, que também gera um problema. Veja na figura abaixo:

Neste caso, considerando que o tráfego venha do roteador A, o pacote seria encaminhado diretamente para o roteador C, simplismente porque esta rota possui menos holpes, mesmo sendo uma rota visivelmente mais lenta.

Por estes motivos este protocolo não é recomendado para redes grandes ou muito grandes.

RIP versão 1

O protocolo RIP versão 1, possui muitos problemas, a começar pelo fato que ele utilizava o endereço de broadcast para divulgar suas tabelas de roteamento. Além disso, o protocolo tenta identificar se a rede coincide com uma das classes padrão A, B ou C, assim, é assumida a máscara de sub-rede padrão da respectiva classe.

Caso a identificação de rede não coincida com uma das classes padrão o protocolo verifica se a identificação de rede coincide com a identificação de rede da interface na qual o anúncio foi recebido, assim a mascada de sub-rede da interface na qual o anúncio foi recebido, será assumida.

Caso a identificação de rede não coincida com identificação de rede da interface na qual o anuncio foi recebido, o destino será considerado um host e a mascada de sub-rede será 255.255.255.255

Esta versão não possui nenhuma proteção contra roteadores não autorizados, isso é um problema sério visto que um roteador não autorizado podia ser inserido na rede e anunciar rotas falsas, e pior de tudo, estas rotas serão repassadas para os roteadores autorizados e estes replicarão para os demais roteadores da rede.

RIP versão 2

Os anúncios de protocolo RIP versão 2 são baseados em tráfego multicast e não em broadcast como seu antecessor. Isso diminui o trafego na rede porque as tabelas de roteamento só serão enviadas para integrantes do grupo multicast, os demais não terão conhecimento.

Informações sobre a máscara de sub-rede são enviadas no anúncio do protocolo RIP versão 2, ou seja, esta versão trabalha tranquilamente com redes classeless.

Outra diferença considerável com seu antecessor é que este protocolo melhorou sua segurança, pois adicionou mecanismos de autenticação e proteção contra a utilização de roteadores não autorizados. Por exemplo, com a autenticação por senha, quando um roteador envia um anúncio, ele envia juntamente a senha de autenticação. Outros roteadores da rede, que recebem o anúncio, verificam se a senha está certa e somente depois desta verificação, alimentam suas tabelas de roteamento com as informações recebidas.

Bibliografia

http://www.gta.ufrj.br/grad/04_1/rip/rip.htm
http://www.juliobattisti.com.br/artigos/windows/tcpip_p14.asp

Publicado por: wanderwildner | 21 Fevereiro, 2008

0 DAY

FESTA!!!

É ISSO AE CARAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Hoje começa oficialmente as publicações neste blog!!!

Meu objetivo em criar um blog é:

1º Exercitar meus conhecimentos.

2º Transmitir conhecimento.

3º Passatempo.

Pretendo manter o blog sempre atualizado e com conteúdos relevantes, obviamente, relacionados com segurança da informação.

Estou preparando um mini-tutorial sobre TCP/IP. A primeira parte logo será publicada, espero que gostem.

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