Publicado por: wanderwildner | 23 Fevereiro, 2008

O protocolo RIP.

Introdução

O protocolo RIP foi um dos primeiros protocolos IGP, muito utilizado pela sua simplicidade. Este protocolo se baseia basicamente em trocas de mensagem entre roteadores que utilizam o protocolo RIP, desta forma o roteador pode traçar sua rota até seu destino.

A RFC do protocolo RIP saiu em 1988 (RFC 1058).

Funcionamento

Este protocolo trabalha de maneira muito simples, basicamente ele troca informações sobre rotas conhecidas entre os demais roteadores da mesma rede que utilizam o mesmo protocolo, em intervalos regulares de tempo, que por padrão é 30 segundos. O protocolo trabalha com o a métrica distance-vector, ou seja, o protocolo sempre vai escolher a rota com menos holpes (saltos).

Desvantagens

O protocolo RIP anuncia sua tabela de roteamento a cada 30 segundos, mesmo que a tabela não tenha nenhuma alteração, o que gera trafego desnecessário na rede. Além disso, o protocolo RIP comporta, no máximo, informações sobre 25 rotas diferentes, ou seja, caso a rede fosse grande seria necessário varias trocas de mensagens entre dois roteadores para atualizar suas respectivas tabelas.

Outro ponto negativo para o protocolo é o fato que ele possui a contagem máxima de salto de 15 holpes (saltos), ou seja, se o destino está a 16 saltos ou mais este será considerado inalcançável.

Como já foi dito anteriormente, este protocolo trabalho com a métrica distance-vector, que também gera um problema. Veja na figura abaixo:

Neste caso, considerando que o tráfego venha do roteador A, o pacote seria encaminhado diretamente para o roteador C, simplismente porque esta rota possui menos holpes, mesmo sendo uma rota visivelmente mais lenta.

Por estes motivos este protocolo não é recomendado para redes grandes ou muito grandes.

RIP versão 1

O protocolo RIP versão 1, possui muitos problemas, a começar pelo fato que ele utilizava o endereço de broadcast para divulgar suas tabelas de roteamento. Além disso, o protocolo tenta identificar se a rede coincide com uma das classes padrão A, B ou C, assim, é assumida a máscara de sub-rede padrão da respectiva classe.

Caso a identificação de rede não coincida com uma das classes padrão o protocolo verifica se a identificação de rede coincide com a identificação de rede da interface na qual o anúncio foi recebido, assim a mascada de sub-rede da interface na qual o anúncio foi recebido, será assumida.

Caso a identificação de rede não coincida com identificação de rede da interface na qual o anuncio foi recebido, o destino será considerado um host e a mascada de sub-rede será 255.255.255.255

Esta versão não possui nenhuma proteção contra roteadores não autorizados, isso é um problema sério visto que um roteador não autorizado podia ser inserido na rede e anunciar rotas falsas, e pior de tudo, estas rotas serão repassadas para os roteadores autorizados e estes replicarão para os demais roteadores da rede.

RIP versão 2

Os anúncios de protocolo RIP versão 2 são baseados em tráfego multicast e não em broadcast como seu antecessor. Isso diminui o trafego na rede porque as tabelas de roteamento só serão enviadas para integrantes do grupo multicast, os demais não terão conhecimento.

Informações sobre a máscara de sub-rede são enviadas no anúncio do protocolo RIP versão 2, ou seja, esta versão trabalha tranquilamente com redes classeless.

Outra diferença considerável com seu antecessor é que este protocolo melhorou sua segurança, pois adicionou mecanismos de autenticação e proteção contra a utilização de roteadores não autorizados. Por exemplo, com a autenticação por senha, quando um roteador envia um anúncio, ele envia juntamente a senha de autenticação. Outros roteadores da rede, que recebem o anúncio, verificam se a senha está certa e somente depois desta verificação, alimentam suas tabelas de roteamento com as informações recebidas.

Bibliografia

http://www.gta.ufrj.br/grad/04_1/rip/rip.htm
http://www.juliobattisti.com.br/artigos/windows/tcpip_p14.asp


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